Cinema de Rua é um projeto do Cineclube Amazonas Douro (Francisco Weyl) e da REDE Aparelho (Arhur Leandro), para realizar sessões de cinema (e conferências-relâmpago) nas ruas de Belém do Pará, Amazônia-Brasil.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Marambaia retoma movimento artístico e entra no mapa mundi do FSM
LEIA + AQUI:
http://holofotevirtual.blogspot.com/2011/02/marambaia-retoma-movimento-artistico-e.html
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
NOTÍCIA RECOLHIDA DO BLOG DO MOCULMA
No Blog do MOCULMA.
Além destes filmes, o II FEST-FISC fará duas mostras (“Os 7 filmes capitais”, com sete filmes que participaram do I FEST-FISC, e “Resistência Marajoara”, com filmes produzidos por jovens realizadores da ilha do Marajó). Todos estes filmes passarão a fazer parte do acervo da PARACINE – Federação Paraense de Cineclubes, que os utilizará com fins educativos, sem que os mesmos venham a ser comercializados ou reproduzidos.
Confira a programação completa em http://socialcine.blogspot.
Veja o mapa e como chegar, aqui.
Cinema de Rua retoma atividades
Projeto de agitação social, intervenção urbana e inclusão cultural, o CINEMA DE RUA volta à cena na próxima semana, com sessões cineclubistas ao ar livre. Desta vez, entretanto, o projeto assume a extensão brasileira do Festival internacional de Cinema Social (FEST-FISC), que acontece simultaneamente em Dakar (Senegal) e no Brasil, como atividade autogestionada do Fórum Social Mundial.
Precedida de conferências relâmpagos sobre temas transversais (arte, filosofia, política) e declamações de poemas, a programação, que tem filmes paraenses, nacionais e africanos, têm data e hora marcadas para acontecer: dias 8, 9 e 10 de fevereiro (19H), na Praça Tancredo Neves, bairro da Marambaia.
Articulado pelo Cineclube Amazonas Douro e o Coletivo REDE Aparelho, e agora em parceria com o projeto TELA DE RUA/Cine Moculma (Movimento Cultural da Marambaia), com apoio do Fórum Social Mundial, Universidade Federal do Pará (Departamento de Antropologia), Federação Paraense de Cineclubes – PARACINE, o CINEMA DE RUA segundo os seus organizadores, realiza sessões em espaços abertos, para que o cinema se transubstancie.
“A maioria das pessoas que assistem às nossas sessões nunca foi ao cinema, portanto, o nosso papel é o de literalmente levar a arte cinematográfica aonde o povo está, o que exige ainda mais responsabilidade, porque agregamos a comunidade em torno de uma ação com a qual ela se identifica e a partir da qual ela se transubstancia”, garante o diretor regional do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Arthur Leandro.
O CINEMA DE RUA, nesse sentido, é uma ação direta da própria comunidade, motivo pelo qual as pessoas anônimas acabam por ser tornar atores da cena sociocultural, na medida em que a projeção é acompanhada por um conjunto de atores sociais periféricos que afinal de contas interferem na obra projetada, seja ao participar diretamente da sessão, vendo-a do começo ao fim, seja como um simples transeunte (aleatório), que, mesmo de forma passageira, no seu cotidiano, passa pela rua ou pela praça aonde a sessão acontece.
Parceria – A partir desta parceria com o FEST-FISC, que é, aliás, a única atividade audiovisual com origem amazônica a ser convidada para participar do FSM, o CINEMA DE RUA promete ocupar mensalmente a Praça Tancredo Neves, sempre com a grade de filmes do festival. O leitor que fizer rápida visita em www.cinemaderua.blogspot.com pode acompanhar de perto os passos do CINEMA DE RUA, que começou suas atividades no ano de 2009, tendo realizado sessões em diversos bairros de Belém, seja no centro seja na periferia.
“A parceria entre CINEMA DE RUA + FEST-FISC expressa a capacidade de articulação dos produtores independentes e reforça a importância da Amazônia no campo da produção audiovisual mundial”, finaliza o agitador cineclubista Francisco Weyl, coordenador da PARACINE – Federação Paraense de Cineclubes.
Serviço – FEST-FISC BRASIL. Dias 8, 9 e 10 de fevereiro de 2011. Na praça Tancredo Neves, Marambaia, 19H. Parceria FSM / CINEMA DE RUA / PARACINE / UFPA(ANTROPOLIGIA) / REDE APARELHO / MOCULMA-TELA DE RUA / CINECLUBE AMAZONAS DOURO. Informações adicionais poderão ser obtidas através do telefone: 55(91) 8330-9435 ou do e-mail: festfisc@gmail.com
Programação:
DIA 8 DE FEVEREIRO DE 2011: “Como a noite apareceu” – Alexandre Perim (ESPIRITO SANTO - BRASIL) / “Horizontem” – Amaury Tangará (MATO GROSSO - BRASIL) / “Visagem” – Roger Lou (MINAS GERAIS - BRASIL) / “Sonoro Diamante Negro” – Suely Nascimento (PARÁ - BRASIL) / “O mastro de São Caralho” – Márcio Barradas (PARÁ - BRASIL);
DIA 9 DE FEVEREIRO DE 2011: “Guiné-Bissau- colorido de ritmos e movimentos” –Hilton P. Silva (BRASIL / GUINÉ) / “Salinas Zacarias” – Chico Carneiro (Moçambique) / “Dezinho: vida, sonho e luta” - Evandro Medeiros (BRASIL) / “Meta_fora” – Coletivo Cinema Pobre (Cabo Verde) / “Contracorrente” – Francisco Weyl (BRASIL) / “Rapsódia do absurdo” – Cláudia Nunes (BRASIL) / “Pré-socrárticos e indígenas” – Jorge Bodansky (BRASIL) ;
DIA 10 DE FEVEREIRO DE 2011: “Quem cortou a língua de feiticeira que os donos do mundo temiam?” (Coletivo Resistência Marajoara – BRASIL) / “A lenda da cobra grande” (Coletivo Resistência Marajoara – BRASIL/ “A festa da cobra” (Coletivo Resistência Marajoara – BRASIL)/ Marajó, O Movimento das Águas (SÉRGIO PÉO – RIO DE JANEIRO- BRASIL)
Belém, 2 de fevereiro de 2011
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Francisco Weyl
terça-feira, 6 de abril de 2010
DEU NO JORNAL O LIBRAL
O lençol branco representará a tela do cinema, acompanhado por um projetor. Tudo isso ao ar livre, em plena rua General Gurjão, no centro da cidade. É com este cenário que o Cineclube Amazonas Douro exibirá hoje, às 20h, os filmes 'Patativa do Assaré: ave poesia', do cineasta cearense Rosemberg Cariri, e 'Chama Verequete', dos documentaristas Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira. A programação faz parte do projeto Circuito Cineclubista Democratizando o Audiovisual, que já passou por diversas capitais brasileiras.
A proposta dos organizadores é valorizar o cinema paraense e compartilhar o lado cineclubista com a comunidade. Depois da exibição será realizado um debate entre os participantes e os organizadores do evento. O projeto é feito em parceria com diversos cineclubes da região, entre eles o Corredor Polonês e Rede Aparelho, além do Projeto Cinema de Rua. Ao todo, o circuito passará por 168 cineclubes e entidades de todo o País.
Segundo o coordenador do Cineclube Amazonas Douro, Francisco Weyl, atualmente é possível identificar uma forte onda cineclubista no Estado. Por conta disso, Belém foi escolhida para sediar a oficina regional do Cine Mais Cultura. A programação é realizada até a próxima sexta-feira, no Hotel Gold Mar.
'Queremos aproveitar esta onda, até porque nós também estamos organizando a Pré-Jornada de Cineclubes de Belém, rumo a Jornada Paraense, que ocorrerá em setembro e que vai fundar a Federação de Cineclubes do Estado' conclui Weyl.
Serviço
Exibição dos filmes 'Patativa do Assaré: ave poesia' e 'Chama Verequete'. Hoje, às 20h, na rua General Gurjão entre Padre Prudêncio e Ferreira Cantão.
(http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=427873)
DEU NO JORNAL "O LIBERAL"
A praça Tancredo Neves será palco para mais uma sessão de cinema ao ar livre. No espaço, serão exibidos os longas 'O mastro' e 'A poeta da praia', de Márcio Barradas. Ambos foram produzidos este ano, na Ilha de Mosqueiro. A programação faz parte do projeto 'Tela de Rua' e acontece hoje (15), a partir das 20 horas.
Outro destaque do evento será o manifesto 'Apostolado da Poesia', organizada pelo poeta Caeté, que marca o encerramento da programação poética. A ideia é promover o encontro da poesia com o cinema. Os cantinhos da praça e os ônibus farão parte do cenário do evento. Lá, serão recitadas diversas poesias do livro 'Poemas do bom amor para o bem amar', de Caeté.
Durante o encontro haverá, também, distribuições de poemas escritos, com o contato do poeta. A iniciativa visa agregar novos colaboradores. A sessão será toda filmada por Francisco Weyl. 'Pensamos em trabalhar com uma poesia de cada vez para evitar o desgaste físico durante a intervensão e dar oportunidade de continuidade ao projeto', explica Francisco.
O filme 'A poeta da praia' conta a história de uma filósofa moradora de rua, que vive refugiada numa ilha e foge do contato humano. Por conta disso, passa seus dias caminhando pelas praias, onde escreve seus pensamentos na areia. Mas, a presença daquela mulher estranha logo é notada pela população local, que não entende as atitudes da desconhecida e passa a hostilizá-la. Sua vida, então, fica mais exposta às mazelas de uma sociedade contraditória e violenta.
Além dos longas, o produtor independente Márcio Barradas é autor dos curtas 'A janela', 'Fluído Humano', 'Coração Roxo' e 'Icoaracy'. Poeta e músico, faz questão de afirmar sua solidão no processo de construção dos filmes.
A programação é organizada pelo Movimento Cultural da Marambaia (Moculma), em parceria com Cineclube Amazonas Douro e da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema.
Serviço:
O projeto Tela de Rua apresenta os filmes 'O mastro' e 'A poeta da praia', na Praça Tancredo Neves, no bairro da Marambaia ((perto do final da linha do ônibus Marambaia-Ver-o-Peso), nesta terça-feira, 15, a partir das 20h.
(http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=447845)
DEU NO PORTAL CULTURA
Documentários de Márcio Barradas serão exibidos nesta terça-feira
'O Mastro' e 'Icoaraci' serão exibidos no Espaço Cultural Coisa de Negro, em Icoaraci
19/01/2010 - 09:04
O espaço cultural Coisa de Nego exibe nesta terça, 19 de janeiro, dois filmes do realizador paraense Márcio Barradas, “O Mastro” e “Icoaraci”. A sessão começa às 20h e será precedida por leituras de poemas pelo autodenominado carpinteiro de poesia.
Os documentários foram produzidos em 2007 e 2009, em Mosqueiro e Icoaraci, respectivamente. O realizador independente Márcio Barradas já fez dois longas (“A poeta da praia” e “O filho de Xangô”) e o doc “O Mastro” (todos rodados em Mosqueiro), além dos curtas “A janela”, “Fluído Humano”, “Coração Roxo” e “Icoaracy”.
Poeta e músico, faz questão de afirmar a sua solidão no processo de construção de seus filmes.
A realização é do Cineclube Amazonas Douro, em parceria com a Mayri Produções e o Espaço Cultural Coisa de Negro.
(http://www.portalcultura.com.br/?site=4&pag=conteudo&mtxt=14284&cabeca=Documentários)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O MASTRO + A POETA DA PRAIA + APOSTOLADO DA POESIA

VIDEOGRAFISMO DA SESSÃO EM MOSQUEIRO
Videografismo documental experimental quando da estreíea dos filmes O MASTRO, de Márcio Barradas, e A FESTA DA COBRA, do Coletivo Resistência Marajoara, no Pria-Bar, Ilha de Mosqueiro, Pará.Com estas ações cineclubistas, o cinema paraense resiste, na contramão do processo kidiático que só consegue ver o que vem de fora do Estado e fecha os olhos para a produção independente que não pactua com o lugar comum que tem lançado a Amazônia ao estado da inanição intelectual.Nossa fome é de uma intelegiência que não seja articifial mas que seja engajada nas lutas e na vida real da comunidade.Viva o Cinema Paraense.Mosqueiro, 4 de dezembro de 2009.
APOSTOLADO DA POESIA
(...)
O Manifesto "Apostolado da Poesia" terá início às 09h do dia 15 de dezembro de 2009. Organizado pelo poeta Caeté, o APOSTOLADO começa na primeira rua de Belém e passará pela feira do Açaí, Bar do Parque, São José Liberto, mercado de São Brás e terminará na praça Tancredo Neves, num verdadeiro encontro da poesia com o cinema, porque de seguida o realizador Márcio Barradas vai projetar seus filmes O MASTRO e A POETA DA PRAIA. A cada canto (e dentro dos ônibus) será recitada uma poesia do livro POEMAS DO BOM AMOR PARA O BEM AMAR, de Caeté.Durante as intervensões serão distribuidas poesias escritas com o contato do poeta para agregar novos colaboradores. Pensamos em trabalhar com uma poesia de cada vez para evitar o desgaste físico durante a intervensão e dar oportunidade de continuidade ao projeto, que será todo filmado pelo carpinteiro de poesia e de cinema Francisco Weyl.
(...)
SINOPSE do filme A POETA DA PRAIA

MÁRCIO BARRADAS
(...)
O REALIZADOR DA ILHA
E se o mundo é uma ilha, margeada, por tsunamis, o realizador independente, à margem, também constrói terremotos submarinos.
Isolado, mas não solitário, o realizador independente é capaz de sobreviver a todas estas intempéries produzidas pelo subcinema comercial.
Porque assim ele (d)escreve a sua a gramatologia fílmica, por entre experimentalismos e narrativas, forjados à vigília e lapidados em pedras que depois se tornam esculturas.
O realizador independente, ilhado, rebela-se contra todas as formas que disfarçadas tentam apagar da memória o átimo da anima, ali mesmo onde ela se manifesta e nos faz ser o que somos.
As ilhas de tão distantes, paradisíacas, são pinturas de sonhos, imagens. Assim é Mosqueiro.
E é desta ilha que temos notícia sobre da produção de pelo menos dois filmes independentes do realizador Márcio Barradas: “O Mastro” (documentário média-metragem) e “A poeta da praia” (ficção – longa), ambos produzidos este ano, na Ilha de Mosqueiro.
Estes filmes que já foram vistos pela comunidade de Mosqueiro, serão projetados às oito da noite, na Praça Tancredo Neves, no âmbito do projeto “Tela de Rua”, organizado pelo Movimento Cultural da Marambaia (Moculma), com apoio do Cineclube Amazonas Douro e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema.
Para quem está cansado do lugar comum e para estes que insistem em tomar como referência o "cinemão" americano e europeu – numa eterna luta contra a força do cinema amazônida – as comunidades periféricas insubordinadas rebelam-se e provam que nós temos cinema.
Cinema de verdade.
Se estamos ou não sós nesta ilha, o tempo dirá, afinal de contas, a história é inexorável.
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Francisco Weyl
Carpinteiro de Poesia e de Cinema
SESSÃO HISTÓRICA DE CINEMA
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Documentários inéditos estréiam em Mosqueiro
Além de serem originários do interior do estado, respectivamente, nas ilhas de Mosqueiro (“O Mastro”) e de Soure (“A Festa da Cobra”), os dois curtas-metragens também têm em comum a temática antropológica do ritual do cortejo, com os seus tradicionais símbolos míticos, eróticos e dionisíacos.
Estas profanas procissões, no lugar de um santo, transportam um mastro e uma cobra, típicos elementos (fálicos) das festas tradicionais dos rincões desconhecidos deste país.
O mastro e a cobra, carregados, parecem ter vida própria. E o plano-sequência acompanha o deslocamento de pessoas enquanto estas transportam um ícone que unifica toda uma comunidade.
OS REALIZADORES – O realizador independente Márcio Barradas já fez dois longas (“A poeta da praia” e “O filho de Xangô” – ambos rodados em Mosqueiro) e os curtas “A janela”, “Fluído Humano”, “Coração Roxo” e “Icoaracy”. Poeta e músico, faz questão de afirmar a sua solidão no processo de construção de seus filmes, sendo os curtas mais experimentais enquanto que os longas tendem a ser mais narrativos. Este é seu primeiro documentário.
O Coletivo Resistência Marajoara (www.resistenciamarajoara.blogspot.com) foi o vencedor do prêmio interações estéticas – residências artísticas em pontos de cultura, da Fundação Nacional de Artes, sob a coordenação de Francisco Weyl, autodenominado carpinteiro de poesia e de cinema. O Coletivo realizou este ano nove filmes de curtas-metragens.
FICHAS TÉCNICAS - O MASTRO (Argumento, roteiro, operador de câmera e realizador: Márcio Barradas / Assistente de câmera e operador de boom: Marcelo Bittencourt / Participações: Alcir Rodrigues, Daniel Tavares, Aldo de Vasconcelos, Carlos Augustos Fonseca e Diva Palheta) - A FESTA DA COBRA (Argumento, roteiro, produção, operação de câmera, montagem e realização: Coletivo Resistência Marajoara - Cris Penante, Amanda Barbosa, Larissa Suzane Pacheco da Silva, Marleide do Espírito Santo, Rodiney da Silva Pinheiro, Andrea Scafi Moraes, Doralice Carvalho Cavalcante, Angélica Figueiredo da Costa, Alessandra Figueiredo da Costa, Lia Assunção, Isabela do Lago, Francisco Weyl)
SERVIÇO: Estréia dos documentários “O Mastro” (de Marcio Barradas) e “A Festa da Cobra” (do Coletivo Resistência Marajoara). Sexta, dia 4 de dezembro, às 20 horas, no espaço cultural Praia-Bar, em Mosqueiro. Entrada franca. Apoio: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, APJCC / Cineclube Amazonas Douro / Mairy Produções. Contatos: 81 14 81 46
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Francisco Weyl
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
CARTA AO LÚCIO FLÁVIO PINTO
Talvez eu seja tendencioso demasiado para falar sobre como (o)correu a estréia do meu filme CONTRACORRENTE lá na Marambaia, bairro periférico onde morei desde 1973 e de onde jamais saí porque lá moraram meus pais e ainda moram alguns irmãos, além de amigos com os quais partilho ações como o Projeto TELA DE RUA, organizado pelo Movimento Cultural da Marambaia (MOCULMA), do qual sou um dos fundadores (15 anos) e com o qual eu sempre colaborei.
Sou suspeito para falar e tudo o que eu disser poderá ser usado contra a minha pessoa, mas ousarei fazê-lo.
A Praça Tancredo Neves, onde realizamos esta sessão pública de CINEMA DE RUA, que é um projeto desenvolvido por diversos ativistas e coletivos que usam o cinema, o vídeo e o audiovisual como instrumentos de guerrilha e de (trans)formação das consciências, necessariamente rompendo velhos paradigmas estabelecidos e obedecidos pela indústria cultural, é um espaço de RESISTÊNCIA.
Resistência porque ali – historicamente - naquela Praça aconteceram grandes cenas culturais organizadas pela própria comunidade, independentemente do Poder Público.
Resistência porque as pessoas que participaram da estréia do CONTRACORRENTE no dia 5 de outubro de 2009, elas estavam na Praça muito mais do que para ver um filme e pela sua via aprender com as tuas palavras e pela forma corajosa como manifesta os teus pensamentos, mas também para manifestar a solidariedade de uma comunidade a um jornalista que não pode ter o seu inalienável direito à liberdade de expressão cassado pelos setores mais atrasados deste Estado.
As pessoas que assistiram ao meu filme, todas elas, Lúcio, não concordam que tu sejas perseguido política e juridicamente.
Quem assistiu ao CONTRACORRENTE fortaleceu mais um projeto de inclusão cultural e social do MOCULMA e respeitou a cidadania da periferia.
A Marambaia é solidária.
Nós, que passamos a tarde do dia 5 de outubro a fazer discurso no carro-som, enquanto convocávamos a comunidade, fizemos questão de denunciar o sistema judiciário paraense, absoluta e absurdamente atrelado ao poder econômico.
Nós dissemos em alto em bom som para que todos ouvissem que estamos solidários com a tua causa Lúcio, porque te admiramos e te respeitamos e também porque consideramos um ataque à demcoracia esta tentativa de cercear a tua pena.
Sem perder a ternura, antes da sessão de estréia do filme do qual és protagonista e no qual afirmas que de certa forma tu te sentes numa guerra perdida – talvez porque fales para o deserto (já que nesta Belém, os intelectuais estejam todos surdos)! – nós fizemos questão de abrir o microfone aos poetas, porque eles, com os seus versos, sublimam esta realidade com uma visceralidade transformadora, que nos remete a sentimentos mais humanos, verdadeiros.
E os poetas - entre eles o Caeté, o Marcelo Sebastião, o Cuité, o Carlos Pará –; e as lideranças políticas – o Dimmy, o Joel, o Júnior, o Cristiano -; e os artistas – Arthur Leandro, Fernando Pádua, Luizan Pinheiro, Bruna Suelen -; e as dezenas de pessoas que participaram deste ato MARAMBAIA SOLIDÁRIA naquele singelo momento estavam todos contigo, meu camarada.
Foi uma demonstração inequívoca de que asociedade civil - ao menos esta parcela periférica da sociedade - largou de mão o seu medo e a sua indiferença para assumir a sua posição diante deste atentado á democracia em pleno século XXI.
De minha parte eu só tenho a agradecer ao MOCULMA pela oportunidade e também a ti, por me teres concedido o sagrado privilégio de comungar de tua presença e de te entrevistar para este filme, o CONTRACORRENTE, que se torna ele próprio num ato solidário.
Saudações.
Francisco Weyl
PS: publiquei a notícia da Record no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=fHhFG82wy_Y)
CONTRACORRENTE

O projeto Tela de Rua fará o lançamento do Cine-clube MOCULMA - Movimento Cultural da Marambaia que em parceria com o Cineclube Amazonas Douro, têm a honra de convidar a comunidade paraense para a estréia do filme Contracorrente, de Francisco Weyl.O documentário, segundo o seu realizador, é um ato político-cultural em solidariedade ao jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, o qual sofre diversos ataques judiciais e físicos inclusive, contra sua postura crítica e denuncista.
No Filme, Lúcio fala sobre liberdade de imprensa, mídia e poder, jornalismo e política.O jornalista, crítico pela sua própria natureza, é diretor do JORNAL PESSOAL e tem se destacado na luta pela liberdade de expressão e pelos direitos humanos, colocando a sua vida e a sua profissão ao serviço das causas mais importantes do seu tempo.Serviço: Lançamento do Filme Documentário "Contracorrente" do Cineasta Francisco Weyl.Dia: 05/10/2009 (Segunda-feira)Hora: 20h.Local: Praça Tancredo Neves, Marambaia. (Próximo ao final da Linha do Marambaia Ver-o-Peso)Maiores Informações: (91) 8711-8628 / 8174-5995 / 8179-6684 Fonte: Assessoria de Comunicação MOCULMA e Francisco Weyl.

