sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

APOSTOLADO DA POESIA

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O Manifesto "Apostolado da Poesia" terá início às 09h do dia 15 de dezembro de 2009. Organizado pelo poeta Caeté, o APOSTOLADO começa na primeira rua de Belém e passará pela feira do Açaí, Bar do Parque, São José Liberto, mercado de São Brás e terminará na praça Tancredo Neves, num verdadeiro encontro da poesia com o cinema, porque de seguida o realizador Márcio Barradas vai projetar seus filmes O MASTRO e A POETA DA PRAIA. A cada canto (e dentro dos ônibus) será recitada uma poesia do livro POEMAS DO BOM AMOR PARA O BEM AMAR, de Caeté.Durante as intervensões serão distribuidas poesias escritas com o contato do poeta para agregar novos colaboradores. Pensamos em trabalhar com uma poesia de cada vez para evitar o desgaste físico durante a intervensão e dar oportunidade de continuidade ao projeto, que será todo filmado pelo carpinteiro de poesia e de cinema Francisco Weyl.

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SINOPSE do filme A POETA DA PRAIA


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Filósofa moradora de rua vive refugiada numa ilha, fugindo do contato humano. Passa seus dias perambulando pelas praias escrevendo seus pensamentos na areia. Não demora muito para ser notada pela população local, que não entende as atitudes da estranha mulher e passa a hostilizá-la.Sua vida, então, fica mais exposta às mazelas de uma sociedade contraditória e violenta(...)

MÁRCIO BARRADAS




O realizador independente Márcio Barradas já fez dois longas (“A poeta da praia” e “O filho de Xangô”) e o doc “O Mastro” (todos rodados em Mosqueiro), além dos curtas “A janela”, “Fluído Humano”, “Coração Roxo” e “Icoaracy”. Poeta e músico, faz questão de afirmar a sua solidão no processo de construção de seus filmes.

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O REALIZADOR DA ILHA

Um realizador de cinema independente é como uma ilha, entretanto, mais que terra ele é pedra, mas não cercada de água e sim por montanhas, por todos os lados.
E se o mundo é uma ilha, margeada, por tsunamis, o realizador independente, à margem, também constrói terremotos submarinos.
Isolado, mas não solitário, o realizador independente é capaz de sobreviver a todas estas intempéries produzidas pelo subcinema comercial.
Porque assim ele (d)escreve a sua a gramatologia fílmica, por entre experimentalismos e narrativas, forjados à vigília e lapidados em pedras que depois se tornam esculturas.
O realizador independente, ilhado, rebela-se contra todas as formas que disfarçadas tentam apagar da memória o átimo da anima, ali mesmo onde ela se manifesta e nos faz ser o que somos.
As ilhas de tão distantes, paradisíacas, são pinturas de sonhos, imagens. Assim é Mosqueiro.
E é desta ilha que temos notícia sobre da produção de pelo menos dois filmes independentes do realizador Márcio Barradas: “O Mastro” (documentário média-metragem) e “A poeta da praia” (ficção – longa), ambos produzidos este ano, na Ilha de Mosqueiro.
Estes filmes que já foram vistos pela comunidade de Mosqueiro, serão projetados às oito da noite, na Praça Tancredo Neves, no âmbito do projeto “Tela de Rua”, organizado pelo Movimento Cultural da Marambaia (Moculma), com apoio do Cineclube Amazonas Douro e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema.
Para quem está cansado do lugar comum e para estes que insistem em tomar como referência o "cinemão" americano e europeu – numa eterna luta contra a força do cinema amazônida – as comunidades periféricas insubordinadas rebelam-se e provam que nós temos cinema.
Cinema de verdade.
Se estamos ou não sós nesta ilha, o tempo dirá, afinal de contas, a história é inexorável.

©
Francisco Weyl
Carpinteiro de Poesia e de Cinema

SESSÃO HISTÓRICA DE CINEMA

Foi sem dúvida uma sessão história auela de Mosqueiro. Viajamos, eu, Isabela, Miguel Haoni e Mateus Moura, ou seja, o CINECLUBE AMAZONAS DOURO e a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema. Márcio Barradas já estava na ilha. Chegamos sob a chuva, mas a noite abriru suas belíssimas estrelas. Lua cheia. A programação começou na hora. A comunidade participou. Foi grande sessão de cinema, dia 4 de dezembro de 2009.


Enquanto Isabela do Lago, Mateus Moura e Miguel Haoni preparam a sessão, Márcio Barradas observade longe com a sua sempre parceria Adriana. Eu filmo e fotografo tudo que posso. Nada pode escapar à história!
A sessão de cinema em Mosqueiro foi histórica, a comunidade participou ativamente e ficou mesmo aquelem gosto de quero mjuito mais...

FOTOS DA SESSÃO EM MOSQUEIRO











quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Documentários inéditos estréiam em Mosqueiro

Uma transgressão desenhada nas ruas, uma euforia consciente, que corta a cidade, mas que não a reparte, juntando-a e sublimando-a em nirvana. Assim podemos sintetizar os documentários “O Mastro” (de Marcio Barradas) e “A Festa da Cobra” (do Coletivo Resistência Marajoara). Produzidos e realizados em 2009, os filmes estréiam nesta sexta, dia 4 de dezembro, às 20 horas, no espaço cultural Praia-Bar, em Mosqueiro.
Além de serem originários do interior do estado, respectivamente, nas ilhas de Mosqueiro (“O Mastro”) e de Soure (“A Festa da Cobra”), os dois curtas-metragens também têm em comum a temática antropológica do ritual do cortejo, com os seus tradicionais símbolos míticos, eróticos e dionisíacos.
Estas profanas procissões, no lugar de um santo, transportam um mastro e uma cobra, típicos elementos (fálicos) das festas tradicionais dos rincões desconhecidos deste país.
O mastro e a cobra, carregados, parecem ter vida própria. E o plano-sequência acompanha o deslocamento de pessoas enquanto estas transportam um ícone que unifica toda uma comunidade.
OS REALIZADORES – O realizador independente Márcio Barradas já fez dois longas (“A poeta da praia” e “O filho de Xangô” – ambos rodados em Mosqueiro) e os curtas “A janela”, “Fluído Humano”, “Coração Roxo” e “Icoaracy”. Poeta e músico, faz questão de afirmar a sua solidão no processo de construção de seus filmes, sendo os curtas mais experimentais enquanto que os longas tendem a ser mais narrativos. Este é seu primeiro documentário.
O Coletivo Resistência Marajoara (www.resistenciamarajoara.blogspot.com) foi o vencedor do prêmio interações estéticas – residências artísticas em pontos de cultura, da Fundação Nacional de Artes, sob a coordenação de Francisco Weyl, autodenominado carpinteiro de poesia e de cinema. O Coletivo realizou este ano nove filmes de curtas-metragens.
FICHAS TÉCNICAS - O MASTRO (Argumento, roteiro, operador de câmera e realizador: Márcio Barradas / Assistente de câmera e operador de boom: Marcelo Bittencourt / Participações: Alcir Rodrigues, Daniel Tavares, Aldo de Vasconcelos, Carlos Augustos Fonseca e Diva Palheta) - A FESTA DA COBRA (Argumento, roteiro, produção, operação de câmera, montagem e realização: Coletivo Resistência Marajoara - Cris Penante, Amanda Barbosa, Larissa Suzane Pacheco da Silva, Marleide do Espírito Santo, Rodiney da Silva Pinheiro, Andrea Scafi Moraes, Doralice Carvalho Cavalcante, Angélica Figueiredo da Costa, Alessandra Figueiredo da Costa, Lia Assunção, Isabela do Lago, Francisco Weyl)
SERVIÇO: Estréia dos documentários “O Mastro” (de Marcio Barradas) e “A Festa da Cobra” (do Coletivo Resistência Marajoara). Sexta, dia 4 de dezembro, às 20 horas, no espaço cultural Praia-Bar, em Mosqueiro. Entrada franca. Apoio: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, APJCC / Cineclube Amazonas Douro / Mairy Produções. Contatos: 81 14 81 46

©
Francisco Weyl

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

LÚCIO FLÁVIO PINTO CONTRACORRENTE O FILME PARTE 1

LÚCIO FLÁVIO PINTO CONTRACORRENTE O FILME PARTE 2

CARTA AO LÚCIO FLÁVIO PINTO

Estimado Lúcio:
Talvez eu seja tendencioso demasiado para falar sobre como (o)correu a estréia do meu filme CONTRACORRENTE lá na Marambaia, bairro periférico onde morei desde 1973 e de onde jamais saí porque lá moraram meus pais e ainda moram alguns irmãos, além de amigos com os quais partilho ações como o Projeto TELA DE RUA, organizado pelo Movimento Cultural da Marambaia (MOCULMA), do qual sou um dos fundadores (15 anos) e com o qual eu sempre colaborei.
Sou suspeito para falar e tudo o que eu disser poderá ser usado contra a minha pessoa, mas ousarei fazê-lo.
A Praça Tancredo Neves, onde realizamos esta sessão pública de CINEMA DE RUA, que é um projeto desenvolvido por diversos ativistas e coletivos que usam o cinema, o vídeo e o audiovisual como instrumentos de guerrilha e de (trans)formação das consciências, necessariamente rompendo velhos paradigmas estabelecidos e obedecidos pela indústria cultural, é um espaço de RESISTÊNCIA.
Resistência porque ali – historicamente - naquela Praça aconteceram grandes cenas culturais organizadas pela própria comunidade, independentemente do Poder Público.
Resistência porque as pessoas que participaram da estréia do CONTRACORRENTE no dia 5 de outubro de 2009, elas estavam na Praça muito mais do que para ver um filme e pela sua via aprender com as tuas palavras e pela forma corajosa como manifesta os teus pensamentos, mas também para manifestar a solidariedade de uma comunidade a um jornalista que não pode ter o seu inalienável direito à liberdade de expressão cassado pelos setores mais atrasados deste Estado.
As pessoas que assistiram ao meu filme, todas elas, Lúcio, não concordam que tu sejas perseguido política e juridicamente.
Quem assistiu ao CONTRACORRENTE fortaleceu mais um projeto de inclusão cultural e social do MOCULMA e respeitou a cidadania da periferia.
A Marambaia é solidária.
Nós, que passamos a tarde do dia 5 de outubro a fazer discurso no carro-som, enquanto convocávamos a comunidade, fizemos questão de denunciar o sistema judiciário paraense, absoluta e absurdamente atrelado ao poder econômico.
Nós dissemos em alto em bom som para que todos ouvissem que estamos solidários com a tua causa Lúcio, porque te admiramos e te respeitamos e também porque consideramos um ataque à demcoracia esta tentativa de cercear a tua pena.
Sem perder a ternura, antes da sessão de estréia do filme do qual és protagonista e no qual afirmas que de certa forma tu te sentes numa guerra perdida – talvez porque fales para o deserto (já que nesta Belém, os intelectuais estejam todos surdos)! – nós fizemos questão de abrir o microfone aos poetas, porque eles, com os seus versos, sublimam esta realidade com uma visceralidade transformadora, que nos remete a sentimentos mais humanos, verdadeiros.
E os poetas - entre eles o Caeté, o Marcelo Sebastião, o Cuité, o Carlos Pará –; e as lideranças políticas – o Dimmy, o Joel, o Júnior, o Cristiano -; e os artistas – Arthur Leandro, Fernando Pádua, Luizan Pinheiro, Bruna Suelen -; e as dezenas de pessoas que participaram deste ato MARAMBAIA SOLIDÁRIA naquele singelo momento estavam todos contigo, meu camarada.
Foi uma demonstração inequívoca de que asociedade civil - ao menos esta parcela periférica da sociedade - largou de mão o seu medo e a sua indiferença para assumir a sua posição diante deste atentado á democracia em pleno século XXI.
De minha parte eu só tenho a agradecer ao MOCULMA pela oportunidade e também a ti, por me teres concedido o sagrado privilégio de comungar de tua presença e de te entrevistar para este filme, o CONTRACORRENTE, que se torna ele próprio num ato solidário.
Saudações.
Francisco Weyl
PS: publiquei a notícia da Record no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=fHhFG82wy_Y)

REPORTAGEM TV RECORD

CONTRACORRENTE


O projeto Tela de Rua fará o lançamento do Cine-clube MOCULMA - Movimento Cultural da Marambaia que em parceria com o Cineclube Amazonas Douro, têm a honra de convidar a comunidade paraense para a estréia do filme Contracorrente, de Francisco Weyl.O documentário, segundo o seu realizador, é um ato político-cultural em solidariedade ao jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, o qual sofre diversos ataques judiciais e físicos inclusive, contra sua postura crítica e denuncista.
No Filme, Lúcio fala sobre liberdade de imprensa, mídia e poder, jornalismo e política.O jornalista, crítico pela sua própria natureza, é diretor do JORNAL PESSOAL e tem se destacado na luta pela liberdade de expressão e pelos direitos humanos, colocando a sua vida e a sua profissão ao serviço das causas mais importantes do seu tempo.Serviço: Lançamento do Filme Documentário "Contracorrente" do Cineasta Francisco Weyl.Dia: 05/10/2009 (Segunda-feira)Hora: 20h.Local: Praça Tancredo Neves, Marambaia. (Próximo ao final da Linha do Marambaia Ver-o-Peso)Maiores Informações: (91) 8711-8628 / 8174-5995 / 8179-6684 Fonte: Assessoria de Comunicação MOCULMA e Francisco Weyl.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

BRAZYL PRA TRÁS

CINEMA DE RUA - VENHA VER A UTOPIA ACONTECER NA TERRA FIRME

CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

A experiência da troca de conteúdos e vivências proporcionada pela participação nos DIÁLOGOS CINECLUBISTAS – A fala das práticas - Relatos de experiências e rodas de diálogos, evento livre, democrático e independente, realizado nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2009 em locais onde são desenvolvidas as mais diversas praticas cineclubistas em Belém e em Ananindeua, trouxe para os seus participantes a certeza de que o CINECLUBE é um espaço de construção de aprendizados e diálogos democráticos e necessariamente uma ferramenta educativa capaz de formar consciências e culturas poéticas e visuais, pelas quais o ser humano pode vir a criar e a produzir um novo pensamento, assim como a arte na sua plenitude política e libertária.
Nesse sentido, nós, abaixo-assinados, realizadores, produtores e técnicos, atores e atrizes, cineclubistas, críticos e pesquisadores, exibidores e amantes do cinema, representantes de projetos e organizações com forte atuação em Belém e em Ananindeua, resolvemos tornar pública a CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM, com o objetivo de refletir, compartilhar e sugerir idéias e propostas para fortalecer o cinema, o audiovisual e o cineclubismo no Estado do Pará.

CONSIDERANDO:
Que a dimensão continental e a diversidade cultural amazônidas são fatores que devem ser referenciados de forma a que sejam rompidas as amarras impostas pelo processo colonizador que cria padrões culturais e mediáticos - internacional e nacional -, que dificulta o direito à produção do conhecimento pelos povos de nossa Região;
Que a produção e a difusão audiovisual que considerem identidades e modos de vida na Amazônia são premissas básicas para que instauremos um processo de construção de novas perspectivas poéticas e visuais capazes de fazer frente às referências audiovisuais impostas pela indústria cultural;
Que é inalienável o direito dos realizadores paraenses garantirem que os seus filmes sejam vistos pela comunidade, do mesmo modo que é também inalienável o direito do povo paraense e amazônida de ter acesso às obras cinematográficas e reflexões críticas produzidas na Região e no mundo;
Que esta consciência também é uma garantia de fortalecimento do atual momento, pelo resgate da memória do cinema e do imaginário de si mesmo;
Que o atual estágio de amadurecimento coletivo das organizações culturais autônomas amazônidas está em sintonia com o avanço dos movimentos sociais;
Que o CINECLUBE tem características colaborativas e solidárias, pelo que as suas atividades são desenvolvidas de forma democrática, mediante compromisso ético e cultural, sem fins lucrativos;
Que as ações de caráter cineclubista dependem de atores voluntários que não economizam esforços para realizar as suas intervenções, na medida em que são amantes do cinema e acreditam na construção de uma cultura visual poética e estética capaz de propor a reflexão crítica amazônida e democratizar a cultura cinematográfica mundial;
Que os praticantes do cineclubismo consolidam e ampliam os circuitos de exibição e fortalecem uma cadeia produtiva (audiovisual e intelectual) solidária, com investimento na economia local, de modo que para as práticas cineclubistas são fundamentais e para a divulgação das obras cinematográficas, na medida em que as tornam conhecidas da comunidade.

PROPOMOS:

Apoio a campanhas e iniciativas promovidas pela Federação Internacional de Cineclubes (FICC) e pelo Conselho Nacional de Cineclubes (CNC);
Implementação de políticas públicas de fomento e fortalecimento da atividade cineclubista no Estado de Pará;
Estadualização dos editais nacionais do audiovisual;
Inclusão de ações de fomento à atividade cineclubista no Plano Estadual de Cultura e nos editais que venham a ser lançados no campo audiovisual paraense;
Inclusão da participação de pessoas físicas em editais cineclubistas (o fomento estatal deve assimilar à dinâmica e a complexidade cineclubista como um movimento que não necessariamente está vinculado a entidade com corpo jurídico consolidado);
Criação da bolsa-cineclube;
Criação de bolsas de pesquisa em cinema e cineclubismo;
As ações governamentais devem necessariamente interiorizar as ações cineclubistas;
Fortalecimento da Rede Paraense de Cineclubes, fazendo distribuir informação, artigos, cartas, manifestos e vídeos em redes sociais, listas de discussão de redes afins, estreitando a comunicação entre outras redes de cineclubes na Região Amazônica e do mundo;
Criação da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma;
Criação da Federação Paraense de Cineclubes;
Apoio as organizações sociais que desenvolvem ações cineclubistas no Estado do Pará;
Estímulo à criação e acompanhamento de novos cineclubes, dentro de uma política de economia solidária, embutida em uma estrutura de formação, pesquisa, reflexão, produção, exibição, distribuição e preservação da cultura audiovisual paraense e amazônida;
Apoio à deslocamento para participação dos cineclubes paraenses nos eventos estaduais, nacionais e internacionais;
Investimento em publicações referentes ao movimento cineclubista, como artigos, críticas e material impresso de divulgação coletiva das programações;
Investimento no Circuito Paraense de Cinema em toda a rede de cineclubes, estadual, nacional e internacional, em parcerias diretas com instituições e empresas;
Investimento na distribuição e exibição do acervo de produções do audiovisual paraense e amazônida;
Digitalização e disponibilização à comunidade, inclusive pela inernet, do acervo do Museu de Imagem e Som – MIS;
Promover intercâmbios para fortalecer a rede solidária cineclubista;
Inclusão das organizações de cineclubes nos colegiados de decisão das políticas públicas do setor cultural;
Participação das organizações de cineclubes nos espaços públicos cinematográficos (Cine-Teatro Líbero Luxardo, Maria Silva Nunes, Cine Acyr Castro e Cinema Olímpia);
Inclusão de propostas cineclubistas em projetos como Escola Aberta e outros desta natureza;
Criação da CINEMATECA DO PARÁ, com estrutura para consulta e empréstimo de acervo, assim como a criação de um banco de memória e da história do audiovisual e do cineclubismo paraense.
Estímulo às práticas cineclubistas em espaços urbanos (praças, ruas, feiras);
Investimento em circuitos cineclubistas com a produção audiovisual desenvolvida pelas comunidades paraenses;
Fomento aos circuitos cineclubistas itinerantes;
Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes destinados ao público infantil;
Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes que tenham como tema as comunidades tradicionais;
Uso da licença “CREATIVE COMMONS” como política de fomento à produção audiovisual;
Distribuição em “CREATIVE COMMONS” dos produtos audiovisuais resultantes de fomentos estatal;
Fortalecimento de experiências cineclubistas desenvolvidas no âmbito da administração pública, como o CINE-UEPA, CINE-EGPA, CINE PEDRO VERIANO, SESSÃO CULT, e outras;
Investimento para o MAPEAMENTO da produção audiovisual e das práticas cineclubistas paraenses.

ENCAMINHAMENTOS:
Apresentação e discussão da CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM com os gestores da administração;
Divulgação CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM por todos os meios possíveis;
Convocação do movimento cineclubista paraense para a instauração da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma, conforme pauta já discutida e definida coletivamente por este movimento, e pactuada por todos os setores para o dia 11 de setembro de 2009, às 15 horas, na Casa da Linguagem.

Independentemente destas propostas que formulamos para que as mesmas sejam levadas ao debate da sociedade e apresentadas aos gestores das instituições públicas culturais bem como a empresas que têm responsabilidade e compromisso com a formação da comunidade, a CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM está aberta para novas adesões e construção de novas propostas.

Belém, 19 de Agosto de 2009

CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM:

Cineclubes:
CINECLUBE ALIANÇA FRANCESA
CINECLUBE AMAZONAS DOURO
CINECLUBE ARGONAUTAS
CINECLUBE CENTRO CULTURAL BRASIL ESTADOS UNIDOS (CINE CCBEU)
CINECLUBE CINEMA NA UTOPIA
CINECLUBE CORREDOR POLONÊS
CINECLUBE MÃE NANGETU
CINECLUBE REDE APARELHO
CINE MOCULMA

Projetos:
PROJETO AZUELAR
PROJETO CINEMA DE RUA
PROJETO IDADE MÍDIA
PROJETO MAZAGÃO
PROJETO RESISTÊNCIA MARAJOARA
REVISTA PARÁ ZERO ZERO

Organizações:
ARGONAUTAS AMBIENTALISTAS DA AMAZÔNIA
ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE JOVENS CRÍTICOS DE CINEMA (APJCC)
CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO POPULAR (CEPEPO)
COLETIVO MARGINÁLIA
FÓRUM DOS POVOS E DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS
INSTITUTO NANGETU DE TRADIÇÃO AFRO-RELIGIOSA E DESENOLVIMENTO SOCIAL
MOVIMENTO CULTURAL DA MARAMBAIA - MOCULMA
PONTO DE CULTURA ANANIN
PONTÃO DE CULTURA REDE AMAZÔNICA DE PROTAGONISMO JUVENIL

terça-feira, 25 de agosto de 2009

QUANDO A AMAZÔNIA VIROU VANGUARDA DE CINEMA



Há muito que os realizadores de cinema amazônida falam sem que sejam ouvidos.Há muito que os realizadores de cinema amazônida criam obras sem que seus filmes sejam vistos.Nem a Amazônia não se (re)conhece e nem a Amazônia consegue comunicar a sua diversidade criadora aquém ou além de suas fronteiras. (Parafraseando o grande Glauber: Nem a Amazônia comunica a sua miséria ao homem civilizado, nem o homem civilizado compreende verdadeiramente a miséria do homem amazônida.)Se a Amazônia não (se) comunica não é porque ela não sabe comunicar, mas porque as normas da cultura estabelecida provocam a exclusão das falas e das práticas amazônidas.É a nova forma de apartheid: aqui chegam as boas intenções, não os recursos financeiros. Recebemos os discursos mas não os projetos. E sabemos muito bem porque nos retiram dos grandes planos nacionais.Ignorando e menosprezando a produção do pensamento, assim como as ações concretas no campo da construção de uma cinematografia de natureza afirmativamente amazônida, os média e as academias sempre ao serviço da indústria cultural - justificam o cinemacídio que praticam contra artistas, poetas e todos as gentes compõem este nosso universo mágico.As imitações da pseudo-crítica nacional pelos resenhistas locais e todo este neocolonialismo resignado aos padrões hollywoodianos tem os seus dias contados, na medida em que de forma silenciosa e à margem da história oficial, nós, paraoaras-amazônidas, escrevemos uma nova História - com o que o Pai Arthur conceitua como a tecnologia do possível, ou seja, com nossas câmeras de filmar e todos os equipamentos dos quais dispomos, independentemente de formatos e versões, de forma criativa e necessariamente corajosa.Nós fazemos cinema amazônida.


©Carpinteiro de Poesia e de Cinema
8711 8628 3241 9080 4009 2514

CINEMA DE RUA NA TELEVISÃO

REPORTAGEM VEICULADA NA TV LIBERAL (CANAL 7 - BELÉM DO PARÁ), SOBRE O PROJETO CINEMA DE RUA, QUANDO DA EXBIÇÃO DOS FILMES "CHAMA VEREQUETE" (LUIZ ARNALDO E ROGÉRIO PARREIRA) E "PATATIVA DO ASSARÉ - AVE POESIA" (ROSEMBERG CARIRI), NO ÂMBITO DO CIRCUITO CINECLUBISTA DEMOCRATIZANDO O AUDIOVISUAL.

CONFERÊNCIA RELÂMPAGO

Sessão histórica de cinema - cineclubismo, com a projeção dos filmes CHAMA VEREQUETE (Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira) e AVE POESIA - PATATIVA DO ASSARÉ (Rosembergue Cariri), no âmbito do PROJETO CINEMA DE RUA - coordenado pelos Cineclubes Amazonas Douro, Corredor Polonês e Rede APARELHO.A sessão foi em parceria com o CIRCUITO CINECLUBISTA DEMOCRATIZANDO O AUDIOVISUAL, do Conselho Nacional de Cineclubes e Ministério da Cultura.Dia 6 de agosto de 2009, Belém, Pará, AMAZÔNIA, Brasil - Rua General Gurjão, 253, Campina.Paarticiparam desta sessão várias artistas amazônidas participantes da Oficina do CINE + CULTURA.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

DEMOCRATIZANDO O AUDIOVISUAL

Com os filmes "Patativa do Assaré: Ave Poesia", do cineasta cearense Rosemberg Cariri e "Chama Verequete", dos documentaristas Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira, o Projeto Circuito Cineclubista "Democratizando o Audiovisual" chega a Belém na primeira quinta-feira de agosto (dia 6).
O Circuito roda em 168 cineclubes e entidades brasileiras. Aqui em Belém, a organização fica a cargo do Cineclube Amazonas Douro, com o apoio dos Cineclubes Corredor Polonês e Rede Aparelho, além do Projeto Cinema de Rua, realizado pelas três entidades.

De acordo com o realizador Francisco Weyl, coordenador do Cineclube Amazonas Douro, aliar os projetos Democratizando o Audiovisual com o Cinema de Rua “representa re-significar conteúdos, potencializando necessariamente o acesso e a inclusão das comunidades periféricas às práticas artísticas de interesse social, ao mesmo tempo em que fortalece as ações de caráter cineclubistas como ferramentas de construção das consciências e das memórias audiovisuais amazônidas”.

Não por acaso, a sessão destes filmes acontece exatamente no momento em que Weyl diz identificar uma forte onda – “e por que não dizer tsuname?” – cineclusbista no Pará: entre os dias 3 e 7 de agosto, o Pará sedia uma oficina regional do Cine Mais Cultura, que vai treinar , formar e equipar pontos de exibição audiovisual amazônidas.

Esta oficina qualificará os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões cineclubistas; apoiará a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecerá informações sobre questões atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade.

“Queremos aproveitar esta onda, até porque nós também estamos organizando a Pré-Jornada de Cineclubes de Belém, rumo à Jornada Paraense – que ocorrerá em setembro – e que vai fundar a Federação de Cineclubes do Estado” conclui.

SERVIÇO: · Circuito Cineclubista "Democratizando o Audiovisual" ("Patativa do Assaré: Ave Poesia", de Rosemberg Cariri; "Chama Verequete", de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira): 6 de agosto de 2009, 20 horas, Rua General Gurjão,

© Francisco Weyl
Carpinteiro de poesia e de cinema

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CINECLUBES PARAENSES EM CIRCUITO NACIONAL

Três dos mais ativos cineclubes paraenses (Amazonas Douro, Corredor Polonês e Rede Aparelho) acabam de ser contemplados pelo Projeto de Circuito Cineclubista "Democratizando o Audiovisual" e pela ação Cine Mais Cultura do Ministério da Cultura (www.cinemaiscultura.org.br).
O Cine Mais Cultura garantirá uma oficina de capacitação cineclubista + equipamentos de exibição audiovisual + 104 DVDs da Programadora Brasil + acompanhamento direto para exibições nos 3 primeiros meses de atividade.
E o projeto Circuito Cineclubista promoverá a exibição dos filmes "Patativa do Assaré: Ave Poesia", do cineasta cearense Rosemberg Cariri e "Chama Verequete", dos documentaristas Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira.
O Circuito é promovido pelo CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros /Filmoteca Carlos Vieira, contando com o apoio e parceria do CBC - Congresso Brasileiro de Cinema, da ABDn - Associação Brasileira de Documentarista e da CBDC - Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural e dos realizadores que disponibilizaram gratuitamente os direitos de exibição de suas obras ao CNC.
A oficina de capacitação cineclubista vai acontecer entre os dias 3 e 7 de agosto de 2009, inclusive com a participação de representantes dos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins.
De acordo com Francisco Weyl, coordenador dos cineclubes contemplados, cujas sessões são realizadas no âmbito do projeto Cinema de Rua (cinemaderua.blogspot.com), esta oficina dará grande impulso à Jornada Paraense de Cineclubes, prevista para acontecer em outubro, no Marajó.
“Quem ganha com isso é o movimento cineclubista que se está a fortalecer no Pará”, afirma.
Maiores informações em www.cineclubes.org.br.

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© Francisco Weyl
Carpinteiro de poesia e de cinema

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PARA UMA CONTRIBUIÇÃO CRÍTICA AO AMAZÔNIADOC

Aos que não tem História

Escrevo este texto sem nenhum ressentimento, mas com profunda tristeza, primeiro porque, de imediato, penso mesmo que nem deveria fazê-lo, desgastar o meu pensamento com reflexões sobre temáticas como esta, que me causam mais que náusea e contra as quais sempre me manifesto, sejam em tentativas formais filosofias por escrito, sejam em imprecações verbais, entretanto, menos pela tristeza - pois que esta também nos ensina -, e muito mais pelo pensamento, digo pela preservação do verdadeiro e corajoso pensamento, não posso me permitir apenas a observar o estado das coisas, sem que eu me indigne.
Há um massacre físico e ao mesmo tempo intelectual contra a Amazônia, há seres humanos que renegam a própria História, mas, se por um lado, eles deixam de ser o que são, já que perdem de vista as suas reais perspectivas de construção de identidades, por outro lado, nem por isso a História deixará de ser o que é com a sua inexorável tempestade a destruir estes vales desalmados do conhecimento.
Este massacre contra a Amazônia, portanto, se escreve nas linhas e entrelinhas acadêmicas e mediáticas e são fortalecidas, pois que financiadas, por um ciclo industrial cultural que corrobora para uma tentativa histórica de aniquilar todo e qualquer pensamento, toda e qualquer forma de resistência amazônida.
Nós, amazônidas, sabemos muito bem o quanto é sacrificante afirmar e preservar as nossas tradições contra discursos e práticas pressupostamente híbridos, mas que, por trás das máscaras desta contemporaneidade, utilizam-se das publicidades e dos apoios empresariais e governamentais para piratear e institucionalizar – silenciar – as produções artísticas e culturais das comunidades periféricas. Algumas vezes esta nossa ousadia é mesmo paga com a própria vida.
Não vou defender aqui nenhuma política de cotas para a arte amazônida – para que não me chamem de preconceituoso e bairrista, entretanto, chamo a atenção para uma histórica discriminação contra todas as formas de manifestação artística e cultural que não tencionam e (algumas) se recusam a aderir às tendências preconizadas pelo espírito contemporâneo.
Lamentavelmente, portanto, é na Amazônia onde podemos identificar tais fenômenos com maior clareza. Há neste lado do país uma vasta produção imagética que não é respeitada como documento audiovisual pelos que deveriam formular opiniões. Falo de jornalistas e de produtores de mídia, a maioria dos quais articulados a espaços institucionais e empresariais, necessariamente, ao serviço de políticas e linhas que se recusam a reconhecer e a dar valor ao que é produzido na Amazônia, motivo pelo qual eu cheguei a manifestar por escrito o meu incômodo pelo fato de uma empresa do rio de Janeiro estar a organizar os cineclubes do Maranhão, do mesmo modo que critiquei, por exemplo, que um americano tenha conquistado o grande prêmio do AmazôniaDoc com o apelativo tema da Irma Dorothy.
Com todo respeito a quem quer que seja de fazer/filmar o que quer que seja onde quer que seja, nós, amazônidas – e escreverei este trocadilho com todos os riscos e conseqüências daí advindas – não precisamos de heróis americanos (e nem de cariocas e mesmo paulistas).
Independentemente do interesse que tem o tema e da forma de abordagem do mesmo, há que ser evidenciado que nós amazônidas temos uma tradição de produção de imagens sobre este e outros temas, entretanto, estas imagens não adquirem o status de cinema, de documentário, de audiovisual ou de qualquer que seja o conceito definido de forma convencional por esta comercial indústria cinematográfica, que aceita este filme americano, com todas as chances de promoção pela indústria cultural nacional, com direito a comentários e resenhas críticas em cadernos culturais, num grande esquema de produção global (sem trocadilhos), coisa jamais facilitada para os realizadores amazônidas, que, por sua vez, na contramão da história oficial, vem escrevendo a HISTÓRIA desta terra, a partir de mitos e arquétipos enraizados nas realidades das populações locais,a partir da perspectiva e dos conhecimentos populares destes mesmos povos, que têm eles próprios que ter o direito de construírem as suas identidades artísticas, sob quaisquer formas em que estas sejam manifestadas.
Se os cariocas tem direito de organizar Cineclube no Maranhão e se os americanos têm direito de produzir filma na Amazônia, penso ser demasiado justo que os amazônidas tenham também direitos de produzir/preservar as suas imagens, os seus filmes, os seus cinemas, as suas produções imagéticas, indispensáveis aos processos dinâmicos de construções e de afirmação de seus conhecimentos, saberes, magias e artes.
PS:
A VALE vem produzindo anúncios no DIÁRIO DO PARÁ – um dos balcões-de-negócios disfarçados de jornal tal qual é O LIBERAL. E nestas publicidades, há uma tentativa descarada de associar a imagem destas duas empresas ao apoio à cultura popular, a exemplo de todas as empresas e instituições que se apropriam dos signos da arte e da cultura popular, sem que as comunidades produtoras desta arte e desta cultura recebam o que quer que seja em troca desta manipulação e usurpação.
© Francisco Weyl
Carpinteiro de Poesia e de Cinema

Neste domingo, os artistas Carlo Rômulo & Arthur Leandro apresentam DOCUMENTOS DA CAMPINA

Neste domingo, os artistas Carlo Rômulo & Arthur Leandro apresentam DOCUMENTOS DA CAMPINA, documentário inédito - filmado com câmara de celular - sobre este bairro localizado no coração de Belém, mas tratado como periferia,
em consequência de uma longa história de resistência, parte da qual resgatada/narrada pelo próprio Rômulo, personagem contemporâneo, criador/proprietário do CORREDOR POLONÊS ATELIER CULTURAL, onde (hoje) se produz, freneticamente, arte de intervenção social radical e libertária (entretanto, ignorada pela mídia e pelos seus repercussores/reprodutores que constituem esta estúpida camada dos fazedores de kurtura desta cidade ainda provinciana), portanto, mais que um simples documentário lançado às cegas em meio a este tempo de “amazoniadoc”, uma verdadeira aula cinematográfica de construção processual dos elementos audiovisuais que compõem a épica gramática cinematográfica.

A não perder: “DOCUMENTOS DA CAMPINA”
DOMINGO - 26 DE ABRIL - 20 HORAS - NA RUA GENERAL GURJÃO, 253
NO PROJETO CINEMA DE RUA
Filme de Carlo Rômulo e Arthur Leandro, com a presença dos realizadores, em sessão antecedida de conferência-relâmpago de Francisco Weyl.

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