
Cinema de Rua é um projeto do Cineclube Amazonas Douro (Francisco Weyl) e da REDE Aparelho (Arhur Leandro), para realizar sessões de cinema (e conferências-relâmpago) nas ruas de Belém do Pará, Amazônia-Brasil.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
O MASTRO + A POETA DA PRAIA + APOSTOLADO DA POESIA

VIDEOGRAFISMO DA SESSÃO EM MOSQUEIRO
Videografismo documental experimental quando da estreíea dos filmes O MASTRO, de Márcio Barradas, e A FESTA DA COBRA, do Coletivo Resistência Marajoara, no Pria-Bar, Ilha de Mosqueiro, Pará.Com estas ações cineclubistas, o cinema paraense resiste, na contramão do processo kidiático que só consegue ver o que vem de fora do Estado e fecha os olhos para a produção independente que não pactua com o lugar comum que tem lançado a Amazônia ao estado da inanição intelectual.Nossa fome é de uma intelegiência que não seja articifial mas que seja engajada nas lutas e na vida real da comunidade.Viva o Cinema Paraense.Mosqueiro, 4 de dezembro de 2009.
APOSTOLADO DA POESIA
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O Manifesto "Apostolado da Poesia" terá início às 09h do dia 15 de dezembro de 2009. Organizado pelo poeta Caeté, o APOSTOLADO começa na primeira rua de Belém e passará pela feira do Açaí, Bar do Parque, São José Liberto, mercado de São Brás e terminará na praça Tancredo Neves, num verdadeiro encontro da poesia com o cinema, porque de seguida o realizador Márcio Barradas vai projetar seus filmes O MASTRO e A POETA DA PRAIA. A cada canto (e dentro dos ônibus) será recitada uma poesia do livro POEMAS DO BOM AMOR PARA O BEM AMAR, de Caeté.Durante as intervensões serão distribuidas poesias escritas com o contato do poeta para agregar novos colaboradores. Pensamos em trabalhar com uma poesia de cada vez para evitar o desgaste físico durante a intervensão e dar oportunidade de continuidade ao projeto, que será todo filmado pelo carpinteiro de poesia e de cinema Francisco Weyl.
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SINOPSE do filme A POETA DA PRAIA

MÁRCIO BARRADAS
(...)
O REALIZADOR DA ILHA
E se o mundo é uma ilha, margeada, por tsunamis, o realizador independente, à margem, também constrói terremotos submarinos.
Isolado, mas não solitário, o realizador independente é capaz de sobreviver a todas estas intempéries produzidas pelo subcinema comercial.
Porque assim ele (d)escreve a sua a gramatologia fílmica, por entre experimentalismos e narrativas, forjados à vigília e lapidados em pedras que depois se tornam esculturas.
O realizador independente, ilhado, rebela-se contra todas as formas que disfarçadas tentam apagar da memória o átimo da anima, ali mesmo onde ela se manifesta e nos faz ser o que somos.
As ilhas de tão distantes, paradisíacas, são pinturas de sonhos, imagens. Assim é Mosqueiro.
E é desta ilha que temos notícia sobre da produção de pelo menos dois filmes independentes do realizador Márcio Barradas: “O Mastro” (documentário média-metragem) e “A poeta da praia” (ficção – longa), ambos produzidos este ano, na Ilha de Mosqueiro.
Estes filmes que já foram vistos pela comunidade de Mosqueiro, serão projetados às oito da noite, na Praça Tancredo Neves, no âmbito do projeto “Tela de Rua”, organizado pelo Movimento Cultural da Marambaia (Moculma), com apoio do Cineclube Amazonas Douro e Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema.
Para quem está cansado do lugar comum e para estes que insistem em tomar como referência o "cinemão" americano e europeu – numa eterna luta contra a força do cinema amazônida – as comunidades periféricas insubordinadas rebelam-se e provam que nós temos cinema.
Cinema de verdade.
Se estamos ou não sós nesta ilha, o tempo dirá, afinal de contas, a história é inexorável.
©
Francisco Weyl
Carpinteiro de Poesia e de Cinema
SESSÃO HISTÓRICA DE CINEMA
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Documentários inéditos estréiam em Mosqueiro
Além de serem originários do interior do estado, respectivamente, nas ilhas de Mosqueiro (“O Mastro”) e de Soure (“A Festa da Cobra”), os dois curtas-metragens também têm em comum a temática antropológica do ritual do cortejo, com os seus tradicionais símbolos míticos, eróticos e dionisíacos.
Estas profanas procissões, no lugar de um santo, transportam um mastro e uma cobra, típicos elementos (fálicos) das festas tradicionais dos rincões desconhecidos deste país.
O mastro e a cobra, carregados, parecem ter vida própria. E o plano-sequência acompanha o deslocamento de pessoas enquanto estas transportam um ícone que unifica toda uma comunidade.
OS REALIZADORES – O realizador independente Márcio Barradas já fez dois longas (“A poeta da praia” e “O filho de Xangô” – ambos rodados em Mosqueiro) e os curtas “A janela”, “Fluído Humano”, “Coração Roxo” e “Icoaracy”. Poeta e músico, faz questão de afirmar a sua solidão no processo de construção de seus filmes, sendo os curtas mais experimentais enquanto que os longas tendem a ser mais narrativos. Este é seu primeiro documentário.
O Coletivo Resistência Marajoara (www.resistenciamarajoara.blogspot.com) foi o vencedor do prêmio interações estéticas – residências artísticas em pontos de cultura, da Fundação Nacional de Artes, sob a coordenação de Francisco Weyl, autodenominado carpinteiro de poesia e de cinema. O Coletivo realizou este ano nove filmes de curtas-metragens.
FICHAS TÉCNICAS - O MASTRO (Argumento, roteiro, operador de câmera e realizador: Márcio Barradas / Assistente de câmera e operador de boom: Marcelo Bittencourt / Participações: Alcir Rodrigues, Daniel Tavares, Aldo de Vasconcelos, Carlos Augustos Fonseca e Diva Palheta) - A FESTA DA COBRA (Argumento, roteiro, produção, operação de câmera, montagem e realização: Coletivo Resistência Marajoara - Cris Penante, Amanda Barbosa, Larissa Suzane Pacheco da Silva, Marleide do Espírito Santo, Rodiney da Silva Pinheiro, Andrea Scafi Moraes, Doralice Carvalho Cavalcante, Angélica Figueiredo da Costa, Alessandra Figueiredo da Costa, Lia Assunção, Isabela do Lago, Francisco Weyl)
SERVIÇO: Estréia dos documentários “O Mastro” (de Marcio Barradas) e “A Festa da Cobra” (do Coletivo Resistência Marajoara). Sexta, dia 4 de dezembro, às 20 horas, no espaço cultural Praia-Bar, em Mosqueiro. Entrada franca. Apoio: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, APJCC / Cineclube Amazonas Douro / Mairy Produções. Contatos: 81 14 81 46
©
Francisco Weyl
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